2013 – Mais respeito, menos murmurro

By on January 8, 2013 in Chamando o Nazza with 1 Comment

53521423320101 Mais um ano se inicia, o de 2013 da era cristã. Energias, sonhos e desejos renovados, aí vamos nós rumo ao desconhecido, ao incerto, à própria vida. Ultimamente tenho praticado a temperança, andou meio que fugindo do meu controle um tempo desses atrás e o que estava acontecendo era dizer uma coisa e demonstrar olimpicamente o contrário com atitude.

Parei 15 minutos, realinhei a razão com a emoção e restaurei minha configuração original. Simples, sem muita firula ou perda de tempo. Cada dia se faz mais presente na minha vida a máxima de que o mais simples tem que ser visto como o mais importante. Muitas ocasiões, ao não prestarmos atenção, corriqueiras minúcias da vida evoluem de forma assustadora para insatisfação, medo, angústia ou um simples mau humor.

Nessas linhas venho com meus desejos de ano novo aos que me honram lendo meus textos. Que 2013 seja um ano de muito respeito e nenhum murmuro.respeito

O respeito anda tão escasso ultimamente. Desde o mais simples ao mais complexo. Desde de uma opção sexual ao distorcido juízo de valores do que (pasmem, pensam) detém o poder. Da diminuta paciência em aguardar um semáforo sair do vermelho para seguir no fluxo natural do trânsito, à dádiva da singularidade, pese ao esforço de muitos quererem ser sempre iguais, de todos e cada um de nós.

Já se deram conta da importância disso? De sermos únicos? Afinal, o que seria do roxo, se não fosse o mal gosto ? (ok, eu gosto de roxo e nem acho de mal gosto) O que seria do bem se não fosse o mal? Do sol se não fosse a noite? O que seria da pobre ignorância se não existisse o conhecimento? Tal como nós mesmos, todas são necessárias justamente por suas diferenças. E tudo seria tão mais simples, se apenas imperasse o respeito..

Quanto a prática de não murmurrar, ranhetar, resmungar ou simplesmente reclamar, poderia se tornar uma raridade até se extinguir como os dinossauros. Virou algo involuntário: amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui reclamar. Pode que a origem de tamanha incidência seja mesmo essa agonia de competição que a vida moderna nos trouxe, afinal parece que estamos sempre na dinâmica do ganhar – perder. E claro, para cada ganhador, existe ao menos um milhão de maus perdedores. Outros imaginam, que a coisa tomou corpo com a educação cristã ocidental, que sempre insistiu para que evitássemos de fazer o mal e se esqueceu de fazer nos buscar fazer o bem incondicionalmente.

TEMPERANÇAO acumulo de dias vividos tem me mostrado o quanto se vive melhor sem isso. Tudo tem o seu devido e próprio tempo de acontecer. Claro, na aceleradíssima tecnoesfera na qual habitamos, é uma heresia digna de fogueira, pedir calma, paciência, parcimônia ou simplesmente respeitar o mundo que nos rodeia. Queremos sempre, tudo ao mesmo tempo, pra ontem.

Então queridos, que o ano de dois mil e treze seja o ano em que resolvemos exercer nossa singularidade, que percebamos que existe vida sim, além da tecnoesfera, que aprendamos a esperar o tempo do que nos rodeia (não somos ilhas e sim continentes) e deixemos de ser tão reclamões, mesmo que seu time não faça uma grande contratação ou jogue a segunda divisão.

 

 

 

Nazza, Eduardo 08 de janeiro de 2013..

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About the Author: Eduardo, o Nazza, brasileiro, matogrossense, rondonopolitano, sonhador, indefinível (deixo isso pro meu jazigo), dee jay, estudante de direito, e doido pra inventarem uma caixa de som flutuante pra sair por ai com minha trilha a top! .

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  1. Muito bom o texto!

    Acho que todos estamos um pouco perdidos em meio de tanta ilusão. Dando valor as coisas que nos trazem infelicidades, um vício…

    Ilusão, a verdade é que não estamos aqui pra ser felizes, mas sim pra diminuir o sofrimento dos que dividem esse planeta conosco.

    Parabéns pelo texto…

    abs

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