Aprendendo

By on August 14, 2012 in Chamando o Nazza with 0 Comments

Aprendizado. Bela palavra pra descrever esse momento tão ímpar que estou vivendo. Tenho feito descobertas, ou melhor, venho redescobrindo muito, através da simples maneira de perceber as mesmas coisas sob um outro prisma.

Percebo o quanto o amor, sentimento que imaginava conhecer, pode e deve ser diferente. Antes imaginava o amor como uma fusão, com direito a posse, com loucura, com desvaneio, com certezas que só existiam dentro da minha cabeça.

Sinto amor hoje, sem esperar a aceitação dele. Sem criar expectativas de que ele seja correspondido da maneira com a qual eu gostaria que fosse. Vi que isso era muito egoísta. Afinal, porque não deixar aquela por quem eu sinto, resolver se isso é bom ou não pra ela?

É a prática mais pura da liberdade, em ambos os pólos. Em mim, livre de medos, ansiedades e angústias, próprias daqueles que necessitam ser aceitos. Nela, pois a ela cabe única e exclusivamente, querer-me ou não.

Tenho sido o melhor de mim. Paciente, sem o imediatismo tão predominante nos dias atuais, que nos cega fazendo que muitas vezes, oportunidades de sermos e vivermos melhor, sejam desperdiçadas e ignoradas. Atencioso, cauteloso em perceber quando é hora de deixar que ela tenha seu próprio tempo para manter sua singularidade, essa que tanto me encanta.

Isso é bem curioso, quase uma dicotomia. Por que as pessoas se encantam umas com as outras e depois de conquistá-las, começam um processo de mudanças, de moldagem para como julgam ser ideal? Ora, se apaixonamo-nos por uma maneira de ser, por que querer , desrespeitosamente, adequar aquilo que outrora nos exercia fascínio, apenas pelo prazer de ser do ‘nosso’ jeito?

Ok ! Pode-se pensar que ao fazer isso, estaríamos melhorando ou ajudando a quem amamos. Mas no fundo, é puro egoísmo, porque na verdade, queremos só auto-afirmar a nós mesmos na pessoa que amamos.
Mantenha a sua singularidade, sua essência. Assim, se evitará muita frustração. Seja leal, a você, sentindo e sendo o melhor que puderes; e a quem amares, guardando sempre o respeito, o carinho e o bem querer.

Não se questione, sobre o que os outros poderão pensar ou dizer. Agindo assim, não serás você mesmo nunca. Evidente, é necessário a interação com os demais, mas daí a orbitar no mundo das opiniões ao seu respeito, vai te levar a paranóia de uma aceitação que na verdade, nem é tão essencial assim. Deixe todos livres, para quererem ou não, compreender o que você é.

Quando percebi tudo isso, aprendi a amar de maneira incondicional. E estou muito feliz comigo mesmo. Tenho me amado tanto, que sou capaz de amá-la plenamente.

E como perpetuou um dia,Mario Quintana, “tão bom é morrer de amor, e continuar vivendo..”

Dedicado esse texto a aquela, linda, por quem meus sinos dobram ..

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About the Author: Eduardo, o Nazza, brasileiro, matogrossense, rondonopolitano, sonhador, indefinível (deixo isso pro meu jazigo), dee jay, estudante de direito, e doido pra inventarem uma caixa de som flutuante pra sair por ai com minha trilha a top! .

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