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Jeff Mills – A maestria do Potencial Azul

Talvez, até hoje, ninguém tenha conseguido demonstrar a magnitude e a importância da música eletrônica tão bem como Jeff Mills.

Muitas vezes, na música eletrônica, há inspiração e releitura da música clássica, seja ela em forma de um Remix, seja em forma de orientação. As produções de Moby, Orbital e Aphex Twin são exemplos claros desse tipo de trabalho. Aqui no blog, você pode conher melhor sobre o trabalho do Moby.

Porém, a apresentação de Jeff Mills com a Orquestra Filarmônica de Montpellier faz justamente o contrário, transforma as melhores obras de Mills em música clássica.

O pai da música Techno consegue se superar ao unir-se a Orquestra Filarmônica de Montpelier numa apresentação extraordinária, provando por A+B que é possível e real unir o clássico ao contemporâneo sem perder a qualidade e criatividade e ao mesmo tempo criar algo novo completamente inovador.

O requinte formal de uma apresentação clássica unido ao despojado e jovial; algo que realmente faz o ouvinte arrepiar-se ao descobrir que é possível dançar e gritar ao ouvir uma música clássica e, ao mesmo tempo, apreciar e assistir maravilhado uma música eletrônica.

O Show ao vivo aconteceu em julho de 2005, no pé da “Pont Du Gard”, no sul da França. Um patrimônio clássico legendário que rendeu a gravação do DVD “Blue Potencial” (Potencial Azul). As obras de Jeff Mills foram organizadas e adaptadas pelo compositor francês Thomas Roussel.

São quinze “obras de arte” produzidas e executadas nesse concerto sobre a luz das estrelas. Muitas dessas composições são releituras das obras mais consagradas de Mills como “Gemma Player”, “Entrance To Metropolis” e as inesquecíveis “The Bells” e “Sonic Destroyer”.

Durante os ensaios, os músicos foram entusiasmados a interagir e manifestar-se com idéias no projeto e logo se estabeleceu uma comunicação musical entre Mills, Roussel e os músicos.

O resultado é uma dádiva aos nossos ouvidos, algo nunca antes visto e que certamente ficará na memória dos amantes da música eletrônica e da música clássica.

 

 

Veja aqui a interpretação para a faixa “The Bells”:

E aqui a original:

Jeff Mills iniciou sua carreira de Dj no começo dos anos 1980 usando o pseudônimo de “The Wizard” (O Mago).

Foi um ativo produtor dentro do coletivo “Underground Resistence”, um coletivo com uma proposta musical anti-comercial, contra a indústria musical e uma temática relacionada a suas raízes negras.

Em 1992, se muda para Nova York com o objetivo de se lançar em carreira solo e deixa o “Underground Resistence”. Logo Assina um contrato com o selo alemão Tresor, e cria o selo Axis, onde lança um Techno mais minimalista.

No inicio da década de 2000, amplia seu lado criativo ao criar uma nova trilha sonora para o filme clássico de 1926 “Metropolis”, do diretor “Fritz Lang”.

O artista possui uma forma pioneira de mixagem, com técnicas próprias originadas do hip hop unidas a técnicas avançadas.

Jeff Mills não é somente o precursor de um estilo musical único e inovador é também um exemplo inspirador, a prova viva de que a música é atemporal e sem limites, uma vez que feita com entusiasmo e originalidade.

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É blogger, vlogger, neurocientista e Dj de Techno. Já foi dona de loja, garçonete, manager de Djs, assistente de cobrança, vendedora, professora de universidade, webdesigner, fotógrafa, produtora de eventos, especialista em logística de piloto e dona de Club. Ama música, o cérebro, ser do contra e escrever.

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