Music, Ideas & Evolution

A música e a arquitetura – como estão relacionadas?

By on May 17, 2012 in MusicaMente with 2 Comments

Estudiosos da arquitetura, teóricos e historiadores procuram descobrir quais são as relações existentes entre a música e a arquitetura.

Alguns discutem sobre como a arquitetura influência a música: como a evolução da música clássica ocidental é baseada na acústica de acordo com seu espaço de atuação.

Outros discutem sobre como a música influencia a arquitetura: como o uso da música, ou dos princípios da teoria musical tem a capacidade de expandir a criatividade do designer no processo de criação.

O que será que veio primeiro? O ovo ou a galinha? Tais discussões podem ser categorizadas em cinco métodos diferentes que serão analisados minuciosamente futuramente nesse blog:

 

A Arquitetura como uma sequência de espaços harmonicos:

Pitágoras foi o primeiro a estabelecer uma noção relativa de proporção musical, ele acreditava que a música poderia ser representada atraves das relações matemáticas, que também são as relações do Cosmos. Arquitetos renascentistas usaram estas proporções musicais em sua arquitetura pois acreditavam que “O homem era a imagem de Deus e que as proporções do seu corpo eram produzidas por vontade divina, de modo que as proporções na arquitetura deveriam abraçar e expressar essa mesma ordem cósmica (Wittkower, 1949). ”

A Arquitetura como um estímulo para o movimento

Elizabeth Martin, editora de “Architecture as a Translation of Music” (A arquitetura como uma tradução da música) observa que; embora “a arquitetura represente a arte do desenho no espaço, a música representa a arte do design no tempo (Martin, 1994)”, o compositor francês, Claude Debussey (1862 – 1918) se refere à música como o “espaço entre as notas”.
O movimento espaço-temporal através da arquitetura é o que conecta as unidades de tempo e espaço, permitindo a manipulação da experiência do tempo ao colocar elementos arquitetonicos estratégicos no espaço a fim de influenciar os padrões do movimento humano.

A Arquitetura como um instrumento musical

A arquitetura de um instrumento musical conta com a elaboração de um espaço definido para que o som possa ressoar completamente através do instrumento. Se a arquitetura é vista como um instrumento musical, então os sons gerados e manipulados dentro do seu espaço tornam-se um fator principal nessa experiência arquitetônica.

Música como inspiração para a arquitetura (expressão irracional)

Muitos artistas, músicos e escritores já experimentaram sensações onde o som desencadeou estímulos visuais, como cores ou formas. Este fenômeno é chamado de sinestesia ou mapeamento de um sentido para outro. É irracional no sentido de que o que desencadeia essa reação é geralmente uma ação reflexa que não pode ser racionalizada.

Música como inspiração para a arquitetura (expressão racional)

Para ser capaz de traduzir uma forma de arte através de outra, é necessária a reinterpretação através da desconstrução, a fim de compreender as qualidades abstratas que a forma de arte original possui, mesmo muitas vezes escondidas, a fim de aplicá-la a outra. Uma análise é, assim, realizada e racionalizada, e uma equação é usado para tradução.

 

 

 

Referencias
• Bloomer, Kent C. / Moore, Charles W., Body, Memory, and Architecture. Yale University, (1977)
• Cytowic, Richard E., Synaesthesia:a Union of the Senses. New York: Springer-Verlag (1993)
• Cytowic, Richard E., The Man who Tasted Shapes. G.P. Putnam’s Sons, New York, (1993)
• Martin, Elizabeth, Pamphlet Architecture: Architecture as a Translation of Music. Princeton Architectural Press, (1994)
• Rasmussen, Steen Eiler, Experiencing Architecture. MIT Press, (1964)
• Riad, Mahmoud, Al Masmaa’ – The Place of Listening (Architecture: City, Music, and Culture), Lap Publishing (2010)Wittkower, Rudolf, Architecture Principles in the Age of Humanism, 4th edition. W.W. North & Company, New York, (1949)
• Xenakis, Iannis, Musique Architecture. Tournai: Casterman, (1971)

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Mariana Verzaro

About the Author

About the Author: É idealizadora da Círculo Produções, blogger, produtora musical, manager de djs, musicoterapeuta organizacional e estudante de neurociência. Multitask ou melhor multiloca, já foi dona de loja, garçonete, Dj, assistente de cobrança, vendedora, professora de universidade, webdesigner, fotógrafa, produtora de eventos, especialista em logística de piloto e dona de Club. Ama o cérebro, teorias de conspiração, ser do contra e escrever. .

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