Music. Ideas. Awareness

A música e a solidão

By on March 11, 2016 in Management with 0 Comments

É incrível a forma como a música é capaz de unir as pessoas e é realmente maravilhoso o coletivo que é formado através dela, seja ele numa igreja, num show de rock ou num simples jantar para amigos em casa.

Mas nessa equação toda há, infelizmente um número 1. O artista. Não estou me referindo a bandas, mas sei que isso também acontece com elas. 0c52dd2d1e7e9eb617908a7b952771dd

A real é que o artista é só. Sim, ele o é.

Em meio a toda aquela badalação, gente por todo lado, alegria, união e loucura, o artista está só, longe de sua família e verdadeiros amigos (sim, há exceções) e, muitas vezes, num terreno desconhecido.

Acredito que é por isso que às vezes o artista faz tantas exigências ao fechar uma gig, ele precisa se sentir confortável, precisa de algo palpável porque a real é que nem sempre é fácil se jogar no desconhecido. É preciso coragem.

Hoje, quando vi a notícia de que Carl Cox pretende deixar os toca discos em breve, confesso que entrei em choque e fiquei muito, mas muito triste.

Carl Cox para mim é uma das maiores referências do Techno, uma inspiração na minha vida e sinceramente, um dos artistas mais incríveis que tive o prazer de conhecer e trabalhar, mas entendo perfeitamente sua decisão. De qualquer forma, se você tiver uma oportunidade de vê-lo tocar, corre! Vai mudar a sua vida.

Sim, é maravilhoso tocar, ver o público delirar com suas músicas é uma das sensações mais prazerosas que pude não só viver mas também ver acontecer com inúmeros artistas, no entanto, há muitos contratempos, vôos atrasados, motoristas bêbados, hotéis com baratas, riders técnicos prometidos e inexistentes e, mesmo quando tudo dá certo, é muito cansativo, dias e noites sem dormir, ansiedade, stress. E claro, o mais importante, a solidão.

9edb9435ada7e49524e91bd1359b18ebÉ uma aventura solitária, definitivamente. E sinceramente, não sei se todos artistas que conheci estavam preparados para isso. É necessário muito auto–controle, maturidade e jogo de cintura senão, não se vai muito longe, ou pior, se vai longe demais.

Mas, the show must go on e no fim, é a música aquela que sempre nos move, nos inspira, nos completa.

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É blogger, vlogger, neurocientista e Dj de Techno. Já foi dona de loja, garçonete, manager de Djs, assistente de cobrança, vendedora, professora de universidade, webdesigner, fotógrafa, produtora de eventos, especialista em logística de piloto e dona de Club. Ama música, o cérebro, ser do contra e escrever.

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