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Bjork, a beleza Andrógena

By on August 16, 2014 in Músico, Gênio ou Louco? with 0 Comments

Bjork.com_ Pense numa voz bizarra, única, excepcional, incomum, original e surpreendente e adicione a uma beleza excepcional. Essa é Bjork.

A islandesa começou a carreira cedo, aos 5 anos começou as aulas de canto e aos 12 gravou seu primeiro disco chamado Bjork, aos 15, se formou como pianista clássica.

Dentre as bandas das quais fez parte, Sugarcubes foi a banda em que a bela bombardeou o mundo com os singles, “Deus” , “Cold Sweat” e o disco, Life’s Too Good (1988), grande sucesso de crítica e público, antes do Sugarcubes, Bjork fez parte das bandas Split and Snot, Exodus, Jam 80 e Kulk.

 

Em 1990 ela gravou um disco de jazz tradicional com um trio islandês chamado Gling-Gló e ressurgiu na mídia quando começou a colaborar com Graham Massey, do projeto eletrônico inglês 808 State, que resultou em duas participações, além de algumas aparições em shows. Esta incursão no techno acabou influenciando o som do ainda ativo Sugarcubes em seu vindouro e último álbum Stick Around For Joy e na coletânia It’s It (1992), cheio de remixes esquisitos. No fim do ano o grupo acabaria de vez, com cada integrante indo para um lado.

Em 1993, Bjork surpreende o mundo e lança seu primeiro single solo “Human Behaviour”, com ele consegue o terceiro lugar em vendas, assim como os melhores lugares pelos singles Venus as a Boy e Big Time Sensuality. Debut é seu primeiro disco solo e é emoldurado por uma comunhão rara de instrumentos acústicos isólitos (harpa, xilofone) com blipes e blops eletrônicos o que ajuda a dar vida ao sotaque anglo-islandês proposital que a moça dava às suas canções.

bjork-medullaDe aí em diante, Björk não parou mais. “Army Of Me” foi lançada como single em abril de 1995, tornando-se o favorito do rock alternativo dos Estados Unidos. Seu segundo disco, Post (1995) contou novamente com a produção de Nellee Hooper, mas dessa vez com a presença de Tricky que deu um tom sombrio a tudo.

Bjork não é somente uma artista com um conjunto de canções maravilhosas, os vídeo clips, as capas dos discos e toda produção fotográfica são um show exuberante a parte. A computação gráfica de “Isobel” deixou todos de queixo caído. A música já trazia o arranjo de cordas do brasileiro Eumir Deodato. Além disso a encenação do clipe de “It’s Oh So Quiel” emulava um antigo musical da Metro, com a moça cantando desesperada pelas ruas, numa performance extremamente legal. Tudo isso contribuiu para a conquista em 1996 do prêmio de Melhor Artista Feminina Internacional no Brit Music Awards.

Björk pisou fundo na eletrônica no ano seguinte e fez Telegram (1997) um disco absolutamente novo. Uma carta-bomba enviada para sua residência quase parou a carreira de Bjork, mas ela continuou trabalhando durante o ano de 1997 e em setembro lança mais um disco, este de material inédito, Homogenic. O álbum refletia suas experiências nos doze meses anteriores. A menina agora era uma mulher, mais velha, mais madura, mais sábia. E com mais raiva de algumas coisas.

A tara de Bjork por musicais nunca foi segredo, mas sua presença em Dançando no Escuro, do dinamarquês Lars Von Trier, confirma a queda da moça por esquisitices. Egresso do movimento cultural Dogma 95, Von Trier fez uma espécie de anti-musical, ao retratar as agruras de uma imigrante tcheca com cegueira progressiva nos cafundós operários dos Estados Unidos. A atuação de Björk valeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, algo inimaginável até então, pois esta era sua primeira atuação como atriz. A trilha do musical, chamada Selmasongs (2000), foi aclamada como um triunfo por transportar o clima do filme para o terreno da música. Em meio a cordas, metais, beats caóticos e vocais celestiais, a trilha ainda contava com a participação de Thom Yorke e revelou uma belíssima faixa em “I’ve Seen It All” que chegou a ser indicada ao Oscar como Melhor canção Original (2001).

Depois ainda vieram os álbuns Vespertine, Family Tree, Medlla, Drawing Restraint 9 e Volta.

Bjork é uma artista excepcional, capaz de unir diversos estilos musicais em um som extraordinário e exclusivo. Sua voz, inesquecível, arrepiante, contagiante…

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É blogger, vlogger, neurocientista e Dj de Techno. Já foi dona de loja, garçonete, manager de Djs, assistente de cobrança, vendedora, professora de universidade, webdesigner, fotógrafa, produtora de eventos, especialista em logística de piloto e dona de Club. Ama música, o cérebro, ser do contra e escrever.

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